Perspectivas econômicas e cenários para os pequenos negócios.

 

A nova equipe econômica do Governo prometeu e já está executando ajustes na economia. As medidas são para assegurar que o Brasil volte a ter altas e mais sustentáveis taxas de crescimento do PIB. As restrições causadas por esse ajustes impactam nos pequenos negócios, pois o mercado consumidor se retrai, os juros sobem e as fontes de financiamento se tornam mais seletivas, isso tudo com um endividamento familiar que parece estar próximo do limite.

Com a inflação acima da meta, a perspectiva do comportamento das taxas de juros é de alta para 2015, com a SELIC, principal instrumento do Banco Central para tentar conter pressões inflacionárias, já em alta neste começo do ano, chegando a 12,5% na terceira alta consecutiva dos juros básicos da economia. É importante acompanhar a reação da inflação aos sucessivos aumentos, já que se ela resistir, mais aumentos de juros virão para encarecer o crédito e limitar assim consumo e investimentos em expansão da capacidade de produção.

 

Os pequenos negócios continuarão a ter acesso às fontes de financiamento, mas os agentes financeiros se comportarão de forma mais seletiva e conservadora, elevando exigências e fazendo análises mais profundas do perfil de crédito. Isso tudo a um custo maior para o empreendedor, com as taxas de juros maiores.

 

O comportamento padrão do mercado consumidor em tempos de arrocho monetário é de reduzir o consumo. A tentativa é de diminuir o endividamento e aumentar a poupança. Com menos renda disponível, o mercado consumidor se retrai e as vendas caem, provocando excedente de oferta e muitas vezes causando redução de preços no curto prazo. Uma puxada de freio na economia afeta diretamente o consumo das famílias e, em consequência, o faturamento do pequeno empreendedor. 

 

Dados do Banco Central mostram que quase metade da renda anual das famílias, 45,88%, está direcionada ao pagamento de dívidas. No caso das modalidades de crédito mais caras (cheque especial e cartão de crédito), a inadimplência é uma das mais altas da história. Mais de 11% dos brasileiros estão atrasados com o cheque especial e quase 39% não conseguem quitar os financiamentos rotativos do cartão de crédito. O fenômeno do endividamento familiar tem, portanto, reflexo para o segmento dos pequenos negócios. A maioria das famílias já notou que é hora de colocar o pé no freio na gastança e ajustar as contas. De novo, mais um freio no consumo, dessa vez pela indisposição do consumidor de assumir mais riscos. 

 

A REAÇÃO DO PEQUENO EMPREENDEDOR

 

Diante de uma economia com esse panorama, o pequeno negócio deve ajustar sua estrutura empresarial, procurar entender bem suas finanças e os serviços financeiros disponíveis no mercado, bem como se reposicionar aproveitando as oportunidades que surgem nas crises. 

A boa prática indica a qualquer negócio a manutenção de uma estrutura de custos enxuta e otimizada para atender às necessidades do mercado de forma eficiente. Em tempos de crescimento, a expansão dos negócios permite aos empreendedores relaxar um pouco nos gastos e criar gordurinhas aqui e ali para ajudar no crescimento.

 

Mas em cenários mais difíceis, o ajuste na estrutura, seja através de corte de pessoal, redução de benefícios a empregados ou aperfeiçoamento de processos, o pequeno negócio vai à caça das gordurinhas que se depositaram nas engrenagens da empresa. É prudente, nessas horas, manter a perspectiva estratégica, entender que os ajustes são para o bem da empresa no longo prazo, e elaborar um plano que torne sustentável o novo padrão de custo da empresa.

 

Daí a necessidade da melhoria da educação financeira dos pequenos empreendedores, que precisam buscar as melhores opções de serviços financeiros no mercado e, para isso, conhecer bem suas finanças e buscar uma parceria com o mercado financeiro. Obter conhecimento técnico sobre as necessidades de capital do seu negócio para poder usar o sistema financeiro como alavanca do desenvolvimento do negócio, torna-se imperativo no cenário para o ano.

 

É certo que as crises obrigam os negócios a se ajustarem, mas também criam novas oportunidades. A percepção das tendências do mercado consumidor ajuda o empreendedor a encontrar essas oportunidades e prosperar na crise. A procura por produtos e serviços sustentáveis, a preocupação com a saúde e qualidade de vida, as oportunidades on line, o consumidor exigente, a influência das crianças nas decisões de consumo das famílias e a demanda por produtos e serviços de nicho são tendências pesadas no mercado consumidor e que, portanto, permanecem em tempos de crise e bonança. 

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